CMS EITHEL PINHEIRO DE OLIVEIRA LIMA

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

ACS x DENGUE

O QUE É A DENGUE?
A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus chamado flavivirus, e transmitida ao homem principalmente pelo mosquito Aedes aegypti.
A dengue está presente em mais de cem países do mundo, localizados no Sudeste Asiático, na África e nas Américas. A doença atinge toda a América Latina, menos o Chile.
O Aedes aegypti é menor que um pernilongo/muriçocacomum.

COMO SE TRANSMITE?
O mosquito transmissor da dengue é o Aedes aegypti. Ele é originário da África e também é responsável pela dengue hemorrágica (febre hemorrágica).
Seu ciclo apresenta quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto, ilustradasabaixo, em tamanho ampliado.
O Aedes aegpyti é escuro e rajado de branco nas patas e no corpo

CICLO DE TRANSMISSÃO DA DENGUE
O ciclo se inicia quando a fêmea do Aedes aegypti pica uma pessoa com dengue. O tempo necessário para o vírus se reproduzir no organismo do mosquito é de 8 a 12 dias. Após isso, ele começa a transmitir o vírus causador da doença.
Esse mesmo mosquito, ao picar um ser humano sadio, transmite o vírus para o sangue dessa pessoa. Dentro de um tempo, que varia de 3 a 15 dias, a doença começa a se manifestar. A partir daí o ciclo pode voltar a se repetir, caso essa segunda pessoa seja picada por outro Aedes aegypti.

Uma pessoa doente não transmite dengue para outra sadia, seja por contato direto, alimentos, água ou quaisquer objetos.

Vale a pena lembrar que a dengue só é transmitida pela fêmea infectada do Aedes aegypti.
O vírus que causa a dengue possui quatro variações, classificadas como DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A pessoa infectada adquiriu um destes tipos. Se essa pessoa contrair a doença outrasvezes e por outros tipos do vírus, aumentam as chances de desenvolver
a dengue hemorrágica ou a dengue com complicações.

Depois de adulto, o mosquito Aedes aegypti vive, em média, de 30 a 35 dias.
A fêmea do Aedes aegypti põe ovos de 4 a 6 vezes durante sua vida. Ela pode colocar mais de 100 ovos de cada vez, em locais preferencialmente com água limpa e parada.
O Aedes aegypti costuma picar as pessoas durante o dia.

Quem contamina o ser humano é a fêmea do mosquito, enquanto o macho apenas se alimenta de seiva de plantas. A fêmea precisa de uma substância do sangue (a albumina) para completar o processo de amadurecimento de seus ovos.

DENGUE – QUANDO SUSPEITAR
O primeiro sintoma da dengue é febre alta: de 39°C a 40°C. A dengue pode se apresentar de duas formas:

Dengue clássica
Os primeiros sinais de dengue podem surgir de 3 a 15 dias após a picada do mosquito. A doença dura em média de 5 a 7 dias e, além da febre, apresenta os seguintes sintomas:
Dengue hemorrágica
Os sintomas são iguais aos da Dengue clássica e pode existir ainda:
• sangramento de gengivas e narinas;
• fezes escuras, o que pode indicar a presença de sangue;
• manchas vermelhas ou roxas na pele;
• dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua;
• vômitos e tonteira;
• diminuição da urina;
• dificuldade para respirar.

É importante que você, ACS, encaminhe os casos suspeitos para avaliação imediata
Durante o atendimento, é feito o levantamento da história epidemiológica do paciente, isto é, pergunta-se onde reside, se já esteve em local onde existe ou já aconteceram casos da doença, se já teve dengue e quantas vezes.

Todas as pessoas com suspeita de dengue devem beber muita água.

IMPORTANTE
Em situações de epidemia não é necessário fazer a confirmação sorológica em todos os doentes. O mais importante, nessa situação, são os exames de plaquetas e hematócritos, pois estes irão auxiliar e agilizar os cuidados para com o doente.

COMO É O TRATAMENTO
Ainda não existe vacina para a dengue
Normalmente a doença dura de 5 a 7 dias. Quem está com dengue deve ficar em repouso e beber muita água. Não há um tratamento específico para a doença. As medicações utilizadas são analgésicos (remédios para aliviar a dor) e antitérmicos (para diminuir a febre).
No entanto, nunca se deve tomar medicamentos sem orientação médica.
É importante que uma pessoa com dengue, que apresente dores muito fortes na barriga e/ou vômitos persistentes, mal-estar com transpiração abundante, fraqueza muscular, sonolência e/ou irritabilidade, dificuldade para respirar, hemorragias (sangue nas fezes ou nos vômitos),
diminuição na quantidade de urina e queda de temperatura, deve ser encaminhada imediatamente para uma unidade de saúde.

ATENÇÃO
A pessoa doente NÃO pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, pois esta substância aumenta o risco de hemorragia.

DENGUE – É PRECISO PREVENIR!



É importante lembrar que, para se reproduzir, o mosquito Aedes aegypti se utiliza de todo tipo de recipientes que as pessoas costumam usar nas atividades do dia-a-dia: garrafas e embalagens descartáveis, latas, pneus, plásticos, entre outros. Estes recipientes são normalmente encontrados a céu aberto, nos quintais das casas, em terrenos baldios e mesmo em lixões. É preciso que as ações para o controle da dengue garantam a participação efetiva de cada morador na eliminação de criadouros já existentes ou de possíveis locais para reprodução do mosquito.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO DA DENGUE
Cuidados fora de casa
• Limpar as calhas e lajes das casas. Se houver piscina, lembrar aos moradores de que a água deve ser sempre tratada.
• Manter recipientes/locais de armazenamento de água, como caixas d’água, poços, latões e tambores, bem fechados.
• Guardar garrafas vazias de boca para baixo.
• Eliminar a água acumulada em plantas, como bambus, bananeiras, bromélias, gravatás, babosa, espada de São Jorge, dentre outras.
• Verificar se existem pneus, latas ou qualquer outro objeto que possa acumular água nos terrenos baldios.
• Identificar, na vizinhança, a existência de casas desocupadas e terrenos vazios, e localizar os donos para verificar se existem criadouros do Aedes aegypti. 
 • Entregar pneus inutilizados para a equipe de limpeza pública, ou orientar a quem quiser conservá-los que o faça em locais protegidos da água da chuva.
                                                                
Cuidados dentro de casa
• Evite, sempre que possível, o uso de pratos nos vasos de plantas. Caso opte por sua utilização, não deixe acumular água neles e nos xaxins. Coloque areia, preenchendo o prato até sua borda, ou lave-o, semanalmente, com esponja ou bucha e sabão, para eliminar completamente os ovos do mosquito.
• Lave os bebedouros de animais com escova, esponja ou bucha, e troque a água pelo menos uma vez por semana.
• Não deixe qualquer depósito de água aberto (ex.: potes, tambores, filtros, tanques e outros). Como o mosquito é bem pequeno, qualquer fresta, neste tipo de depósito, é suficiente para a fêmea conseguir colocar ovos e iniciar um novo ciclo.

Cuidados com o lixo
• Não jogar lixo em terrenos baldios.
• Manter o lixo tampado e seco até seu recolhimento.
• Tampar as garrafas antes de colocá-las no lixo.
• Separar copos descartáveis, tampas de garrafas, latas, embalagens plásticas, enfim, tudo que possa acumular água. Fechar bem em sacos plásticos e colocar no lixo.

O acondicionamento e o destino adequado do lixo são problemas que atingem toda a população, tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais.

Ao orientar os moradores para selecionar os recipientes e guardá-los de forma adequada, você contribui para evitar que sejam jogados em rios ou deixados a céu aberto, trazendo outros problemas para a comunidade (como foco de ratos e de outros animais, entupimento de bueiros, dentre outros). 

A educação em saúde e a participação comunitária devem ser
promovidas para que a comunidade adquira conhecimentos e consciência do problema, e possa participar efetivamente. Discuta com a comunidade as possibilidades de novos destinos para o lixo reciclável.

COMPETÊNCIAS DO AVS E DO ACS
Competências do Agente de Vigilância em Endemias
1. Encaminhar os casos suspeitos de dengue à UBS, responsável pelo território;
2. Atuar junto aos domicílios, informando seus moradores sobre a doença – seus sintomas e riscos – sobre o agente transmissor e medidas de prevenção;
3. Informar o responsável pelo imóvel não residencial, sobre a importância da verificação da existência de larvas ou mosquitos transmissores da dengue;
4. Vistoriar imóveis não residenciais, acompanhado pelo responsável, para identificar locais e objetos que sejam ou possam se transformar em criadouros de mosquito transmissor da dengue;
5. Orientar e acompanhar o responsável pelo imóvel não residencial na remoção, destruição ou vedação de objetos que possam se transformar em criadouros de mosquitos;
6. Vistoriar e tratar com aplicação de larvicida, caso seja necessário, os pontos estratégicos;
7. Vistoriar e tratar os imóveis cadastrados e identificados pelo ACS, que necessitem do uso de larvicidas e/ou remoção mecânica de difícil acesso, que não possam ser liminados pelo ACS;
8. Nos locais onde não existir ACS, seguir a rotina de vistoria dos imóveis e, quando necessário, aplicar larvicida;
9. Elaborar e/ou executar estratégias para o encaminhamento das pendências (casas fechadas e/ou recusas do morador em receber a visita);
10. Orientar a população sobre a forma de evitar locais que possam oferecer risco para a formação de criadouros do Aedes aegypti;
11. Promover reuniões com a comunidade, com o objetivo de mobilizá-la para as ações de prevenção e controle da dengue;
12. Notificar os casos suspeitos de dengue, informando a equipe da Unidade Básica de Saúde;
13. Encaminhar ao setor competente a ficha de notificação da dengue, conforme estratégia local.

Competências do Agente Comunitário de Saúde

1. Encaminhar os casos suspeitos de dengue à Unidade Básica de Saúde, de acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Saúde;
2. Atuar junto aos domicílios, informando aos seus moradores sobre a doença – seus sintomas e riscos – sobre o agente transmissor e as medidas de prevenção;
3. Informar o morador sobre a importância da verificação da existência de larvas ou mosquitos transmissores da dengue no domicílio e peridomicílio, chamando a atenção para os criadouros mais comuns na sua área de atuação;
4. Vistoriar o domicílio e peridomicílio, acompanhado pelo morador, para identificar locais e objetos que sejam ou possam se transformar em criadouros de mosquito transmissor da dengue;
5. Orientar e acompanhar o morador na remoção, destruição ou vedação de objetos que possam se transformar em criadouros de mosquitos;
6. Caso seja necessário, remover mecanicamente os ovos e larvas do mosquito;
7. Encaminhar ao Agente de Controle de Endemias (AVS) os casos de verificação de criadouros de difícil acesso ou que necessitem do uso de larvicidas/biolarvicidas;
8. Promover reuniões com a comunidade, com o objetivo de mobilizá-la para as ações de prevenção e controle da dengue, bem como conscientizá-la quanto à importância de que todos os domicílios em uma área infestada pelo Aedes aegypti sejam trabalhados pelo Agente de Controle de Endemias;
9. Comunicar ao enfermeiro supervisor e ao AVS a existência de criadouros de larvas e/ou do mosquito transmissor da dengue, que dependam de tratamento químico/biológico, da interveniência da vigilância sanitária ou de outras intervenções do poder público;
10. Comunicar ao enfermeiro supervisor do ACS e ao AVS os imóveis fechados e as recusas;
11. Notificar os casos suspeitos de dengue, em ficha específica, e informar a equipe da Unidade Básica de Saúde;
12. Reunir-se regularmente com o AVS para planejar ações conjuntas, trocar informações sobre febris suspeitos de dengue, a evolução dos índices de infestação por Aedes aegypti da área de abrangência, os índices de pendências, os criadouros preferenciais e as medidas que estão sendo ou serão adotadas para melhorar a situação;
13. Orientar sobre a importância da hidratação oral, desde os primeiros sintomas da doença;
14. Acompanhar os pacientes com dengue, após atendimento nos serviços de saúde, por meio de visitas domiciliares, orientando a família e a comunidade.

sábado, 13 de julho de 2013

JMJ - Evento de Imunização nas Paróquias Menino Jesus de Praga e São Francisco de Assis

Paróquia Menino Jesus de Praga - Vila Aliança



Paróquia São Francisco de Asis - Senador Camará




Além da preparação espiritual e formativa, os voluntários e peregrinos da JMJ Rio2013 são convidados também a cuidar da sua saúde para encontrar-se em julho com o Papa Francisco e os peregrinos do mundo todo. Uma das dicas é atualizar a sua carteira de vacinação, inclusive com as doses contra doenças que já foram controladas no Brasil, como o sarampo. A medida não é obrigatória para participar da Jornada, mas é aconselhada.
>> Veja aqui o calendário de vacinação definido pelo Ministério de Saúde
As vacinas recomendadas para um “jovem adulto”, segundo orientações do Ministério da Saúde do Brasil são: Hepatite B(três doses e sem reforço periódico), Tríplice Viral (MMR – Sarampo, caxumba e rubéola – dose única e sem reforço), Anti-tetânica (dT - três doses, com reforço a cada dez anos), Febre Amarela (recomendada para aqueles que viajarão também para o interior do País)

Segundo o responsável pelos voluntários da JMJ Rio2013 da área da saúde, Pedro Spineti, as instruções visam proteger o bem-estar dos jovens, especialmente os voluntários da área de saúde, que somam três mil entre os selecionados. “Os profissionais dessa área estarão em contato com peregrinos vindos do mundo todo, inclusive de locais que sofrem algumas epidemias. A grande preocupação é com o sarampo que, controlado no Brasil há muito tempo, pode atingir brasileiros que não estão protegidos com a tríplice viral, por exemplo”, afirmou.
O Brasil não exige comprovante de vacinação para os viajantes, mas é importante que também os peregrinos e voluntários estrangeiros possam estar imunes através da vacinação em seus países.
Clique aqui e veja o calendário de vacinação definido pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI/MS) do Brasil. Os peregrinos e voluntários de outros países podem saber mais sobre o assunto no site da Organização Mundial de Saúde(OMS).



Festa Julina na Academia Carioca


Foi realizada a festa junina promovida pelo educador físico Carlos Mariano na Academia Carioca do CMS Eithel Pinheiro.

Houve muitas comidas típicas, refrigerantes, doces, brincadeiras e uma quadrilha muito animada para a diversão dos usuários.



 


 

 

Os pacientes se confraternizaram, dançaram ao som de músicas sertanejas e 
caipiras com os médicos, enfermeiros e agentes de saúde presentes na ocasião. Tiveram ainda várias comidas típicas, doces e salgados saborosos, refrigerantes e muita animação.



sexta-feira, 7 de junho de 2013

Campanha Nacional contra a Poliomielite 2013

 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) inicia neste sábado, 8 de junho, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que vai imunizar crianças na faixa etária de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade contra a paralisia infantil. Serão disponibilizados 1.108 postos em toda a cidade e a meta é imunizar mais de 332 mil crianças – 95% da população-alvo até o dia 21 de junho.  No Dia D da campanha – dia 8, os pontos funcionarão em unidades de saúde, escolas, igrejas, praças e outros locais, das 8h às 17h. Nos outros dias, as crianças poderão ser vacinadas em 215 postos de saúde.

“É fundamental que todas as crianças sejam vacinadas e fiquem protegidas contra a pólio. Tomar vacina é garantir que o país permanecerá livre do vírus, erradicado há 25 anos. A vacina não tem contraindicações e apenas crianças com doenças muito graves não podem tomá-la.”, explica Cristina Lemos, superintendente de Vigilância em Saúde da SMS.

Os postos terão médicos e enfermeiros de plantão para esclarecer dúvidas. A vacina contra a paralisia infantil não tem contraindicações. Apenas em caso de doenças graves, a criança não deve tomar as gotinhas. Os pais devem levar a caderneta de vacinação ao posto e, mesmo que ela esteja atrasada, a criança pode receber a nova dose.

A paralisia infantil, ou poliomielite, é uma doença infectocontagiosa aguda transmitida por vírus que age como infecção ou sob forma paralítica, podendo provocar sequelas permanentes ou até mesmo levar à morte. Em 2012, a meta foi ultrapassada e 399.456 mil crianças foram vacinadas.

Mais informações sobre a campanha e os endereços dos locais de vacinação também podem ser obtidas pelo teleatendimento no telefone 1746, que funciona 24 horas.

Estaremos imunizando nos PV´s abaixo: 
CMS Dr. Eithel Pinheiro de Oliveira
CMS Dr. Eithel Pinheiro de Oliveira
Ciep Gilberto Freire
Creche Municipal José Félix
Creche Municipal Sempre Vida Fazenda Coqueiros II
Escola Municipal Sampaio Corrêa
Escola Municipal Austregésilo de Athayde
Centro Cultural A História que eu conto (Nave do Conhecimento)
Escola Municipal Ayrton Senna da Silva
Escola Municipal Marieta da Cunha da Silva
Escola Municipal Rubem Berta
AREVA - Associação Recreativa de Vila Aliança

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Equipes da ESF devem refletir sobre o autocuidado


As palestras da quarta sessão do VIII Ciclo de Debates, ocorrida no dia 9/5, destacaram a necessidade de cuidado do usuário do sistema de saúde e, também, das equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF). Segundo o pesquisador Juares Soares Costa, da PUC-Campinas, esse cuidado deve considerar o contexto ao qual as equipes estão submetidas e buscar a reflexão dos próprios membros a respeito de suas práticas e formas de relacionamento. Para o professor da Universidade de Brasília Wanderley Codo, debatedor da mesa, a profissionalização do cuidado pode afastar o vínculo entre o profissional de saúde e o usuário.

Casos complexos: quem se implica no cuidado? foi o tema da atividade coordenada pela pesquisadora da UFRJ Valéria Romano. A conferência coube a Juares Costa, que falou sobre a complexidade na saúde. “O campo da saúde teve imensos progressos. Mas sabemos que fica limitado se focalizarmos apenas um indivíduo isoladamente. Os casos complexos ainda são entendidos como os acontecimentos mais graves, mais difíceis de serem entendidos ou que necessitam de um especialista. Talvez só tenhamos casos complexos. Essa é a nossa visão do mundo formada na escola na realidade.” 

Sobre as equipes da ESF, o pesquisador afirmou que, para alcançarem a eficiência no trabalho, é necessário organização e comunicação. “Falo da comunicação como a existência de uma base, de significados em comum. Para funcionar bem, a equipe deve ter diferentes olhares, mas também aspectos em comum. Se formarmos um time de futebol com os melhores jogadores do mundo, o sucesso não estará garantido. É preciso integração, comunicação, uma base em comum.” 

"É preciso cuidar da própria equipe"

 Para alcançar essa eficiência, portanto, é preciso cuidar dos seus componentes e da relação entre os seus membros. “Como se cuida de uma equipe? O trabalho técnico é feito com o usuário, mas muito pouco se faz para cuidar dela. Muitas vezes, ela está num contexto de violência e de diferenças culturais entre o trabalhador e a pessoa atendida. Uma equipe de ESF funciona como um corpo. Assim, devemos cuidar dela da mesma maneira como cuidamos de nós mesmos”, sugeriu Juares, que, em seguida, comentou o trabalho desenvolvido em Campinas. “Temos um trabalho de conversação reflexiva sobre a prática profissional. Falar em reflexão significa olhar para nós mesmos. A ideia é ajudar a equipe a refletir sobre sua prática e a relação entre os membros. A capacitação continuada do profissional também é uma forma de cuidado. Não haverá sobrevivência do trabalhador se não houver cuidado com os participantes.”

Debatedor do encontro, o professor Wanderley Codo revelou que o cuidado era feito em casa, na família, mas atualmente adquiriu um formato profissional. “O cuidado é marcado pelo vínculo imediato e se constrói de maneira rápida. Olho para você, analiso aquilo de que você precisa e o atendo. É a mãe olhando para o filho, com a desconfiança de que ele está com fome e o cuidado para que ele se alimente. A profissionalização do cuidado trouxe um afastamento”, exemplificou. 

Ao se referir ao cuidado das equipes, afirmou que os componentes devem ter espaço para discutir as angústias e adoecimentos. “O adoecimento do trabalhador não surge por uma questão individual, mas pela fraqueza da equipe. Ele adoece porque esse tipo de trabalho adoece. Cuidar da saúde do trabalhador também deve fazer parte de suas atribuições.”

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sal de cozinha com menos iodo

Já está em vigor a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que altera a faixa de iodação do sal no Brasil. A determinação foi publicada na última quinta-feira (25/4) no Diário Oficial da União (DOU). De acordo com a nova regra, a adição do iodo no sal de cozinha deverá ficar entre 15 e 45 miligramas por quilo de sal; atualmente, a adição pode variar entre 20 a 60 miligramas por quilo. O sal com menos iodo deve começar a ser produzido no Brasil em até 90 dias.

A nova faixa foi resultado da avaliação realizada pela Comissão Interinstitucional para Prevenção e Controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo, coordenada pelo Ministério da Saúde, seguida de Consulta Pública realizada pela Anvisa. O cálculo levou em consideração a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), dados de monitoramento do teor do nutriente no sal e o padrão de consumo do brasileiro. A recomendação de consumo máximo diário pela (OMS) é de menos de cinco gramas por pessoa.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela, no entanto, que o consumo do brasileiro está em 12 gramas diários – valor que ultrapassa o dobro do recomendado. 

A adição do iodo no sal foi adotada na década de 1950 para prevenir e controlar as deficiências do nutriente, que pode provocar o bócio, bem como comprometer de forma permanente o desenvolvimento físico e intelectual de crianças. 


No entanto, a faixa de adição do nutriente tem sido revista ao longo dos anos em virtude das mudanças no padrão de alimentação dos brasileiros, pois o excesso desse nutriente também traz danos à saúde e pode causar transtornos na tireoide.


Infográfico

4 Equipes de Saúde
em nossa unidade.
1,197,515 Metros Quadrados
é o tamanho da nossa área de abrangência.
10.295 Usuários
beneficiados por nossa unidade.

Como eu Faço

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Visita domiciliar, acolhimento e atividades de grupo
Vai Acontecer
Grupos e ações promovidos pela unidade que irão acontecer.
Conheça esta história
História contada por um ACS
Saúde nas Escolas
Integração com as escolas e creches locais.
Protagonismo Juvenil
Grupo de adolescentes que apóiam as ações de promoção da saúde existentes na unidade.
Integração
Saúde da Família e Vigilância em Saúde.
Integração
Ensino-Serviço-Comunidade
Academia Carioca
Processo de trabalho e os principais resultados obtidos pelos educadores físicos.

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